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Faça do seu casamento uma sociedade rica por toda a vida

O que você tem feito para fazer essa empresa chamada casamento, prosperar, crescer, e render dividendos sem limites para toda a sua vida?

| Dinheiro com Você -

Desde os tempos remotos, o casamento tem se mostrado um porto seguro para alguns e um verdadeiro show de horrores para outros.

O ser humano, com todas as suas complexidades, diferenças de pensamento e interpretação dos fatos, não convive tão facilmente com outras pessoas sem alguma disposição e esforço.

Se já é difícil lidar com quem temos menos aproximação (colegas de trabalho, por exemplo), imagine dividir quase todos os aspectos da vida com outra pessoa.

E se essa pessoa teve uma educação, um ambiente social e cultural, uma realidade financeira e emocional totalmente diferente da sua? É o que alguns chamam de "jugo desigual". Ai os desafios são ainda maiores.

Mas tem uma coisa que resolve tudo isso: do mesmo jeito que as pessoas escolhem ficar juntas, formando um casal, elas também podem escolher mudar seus próprios pontos de vista em relação ao parceiro.

Podem adotar uma visão mais compreensiva e positiva dos fatos e das tarefas de cada um.

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Foto: Reprodução
Entenda os compromissos profissionais e financeiros do outro

Muita gente reclama que não consegue manter a vida financeira ajustada porque não consegue estabelecer uma parceria bacana com o maridão ou com a esposa amada (e também com os filhos, em alguns casos).

É aquela situação onde o esforço para gerar e administrar o dinheiro da casa acontece apenas por uma pessoa. A outra não se envolve e não colabora para o bom andamento das finanças.

E o problema aqui não é se os dois devem ou não trabalhar para gerar renda, mas sim a falta de parceria na administração da renda familiar.

Já vi situações onde os dois trabalham, mas reina uma completa desarmonia na aplicação do dinheiro. Assim fica difícil melhorar a qualidade de vida da família. É como alguns dizem: "o meu é nosso, mas o dele(a) é só dele(a)".

E também já vi casos onde apenas um dos dois gera renda, mas há um perfeito trabalho em equipe. Há objetivos positivos e bem definidos para todos da casa, e em todos os aspectos da vida.

Então, é fundamental que o casal (e os filhos, se for o caso) entendam muito bem as atividades que o outro desempenha, o tempo que leva para fazer as coisas, e os benefícios daquilo que faz, sejam esses benefícios individuais ou coletivos, financeiros ou não.

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Foto: Gustavo Fring (por Pexels)
Enxergue o seu parceiro como o melhor sócio do mundo

O casamento é uma sociedade civil, mas é uma sociedade. E sendo assim, costumam existir altas expectativas de que o "sócio" cumpra bem com o seu papel para que a "empresa" (o lar, a família) prospere e seja "lucrativa" (onde os dividendos são o amor, a confiança, o respeito, as experiências magníficas, enfim, a melhoria da qualidade de vida para todos).

Se numa empresa os sócios conversam muito, fazem planos, traçam metas, estabelecem objetivos, e organizam os recursos humanos e financeiros para que tudo caminhe bem, dentro do casamento não deveria ser diferente.

Apesar de toda a esfera emocional, que tem um peso relevante dentro de um relacionamento de longo prazo, não podemos esquecer que há também uma esfera racional, material, que precisa estar equilibrada para que as necessidades (primeiro) e os desejos (depois) de ambos sejam supridos.

Assim, os casais precisam entender a importância do diálogo no melhor estilo "papo reto" e transparente, em relação ao futuro da família e às metas que desejam atingir. E principalmente precisam conversar sobre o preço que vão ter que pagar para chegar lá.

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Pronto para pagar o preço?

Talvez longas jornadas de trabalho sejam necessárias. E para isso, o outro "sócio" precisa cuidar das tarefas da casa e dos filhos para facilitar a vida de todos.

Talvez muitas viagens sejam necessárias, e do mesmo jeito, o outro precisa apoiar e compreender que embora fiquem distantes um do outro por alguns dias, o resultado final vai ser melhor.

Estudantes relataram vários problemas no site do SISU (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
Talvez ambos fiquem sem trabalho por um tempo, e vão precisar ter um baita equilíbrio emocional para juntos buscarem soluções para gerar renda. Quem é mais forte emocionalmente deve apoiar o mais fraco, para animar e incentivar o outro a agir e ajudar a mudar a situação.

Talvez seja necessário se mudar para uma casa menor, vender o carro, e coisas do tipo, para evitar um colapso financeiro ainda maior. Ambos precisam compreender e assumir juntos a responsabilidade por essas decisões difíceis, que podem ser desagradáveis hoje, mas que no futuro vão salvar a "empresa" de uma falência.

Conclusão

Sejam lá quais forem os desafios que nos aguardam (eu também sou casado e tenho as minhas lutas), o importante é a gente compreender que é muito melhor arrazoar, com respeito e carinho, sobre as possibilidades de melhorar (ainda que doa), do que abrir "fogo amigo", atacando o "sócio" e contribuindo para a destruição do lar.

Para fechar a reflexão, os casais que aprendem a enxergar o outro como um grande sócio para o que der e vier, vão ter muito mais chances de prosperar juntos, não apenas financeiramente, mas em todas as esferas da vida.

Vão experimentar um pelo outro um amor rico, verdadeiro e profundo, que poderá ser extravasado em ótimos e inesquecíveis momentos a dois! Pense nisso, e mostre esse texto aí para o seu parceiro. Valeu!

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