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Alisar o cabelo pode aumentar o risco de câncer em mulheres; entenda

Segundo pesquisa cerca de 4% das mulheres que usaram produtos para alisamento do cabelo mais de quatro vezes ao ano desenvolveram a doença

| Da redação -

Alisamento capilar pode aumentar o risco de câncer
 

Há décadas, marcas de relaxantes químicos e produtos que usam alisadores de pressão prosperam nas prateleiras de perfumarias de todo o país e, literalmente, 'fazem a cabeça' das brasileiras que buscam um novo visual para os cabelos. Nesse panorama, um estudo publicado nos EUA chama a atenção para o costume de alisar os cabelos, popular no Brasil, e que pode aumentar o risco de câncer em mulheres.  
 
De acordo com a pesquisa, publicada em outubro no site científico Journal of the National Cancer Institute, dentre as consumidoras que não utilizaram os produtos químicos para alisamento capilar nos últimos 12 meses, 1,6% desenvolveram câncer uterino aos 70 anos. Por outro lado, cerca de 4% das mulheres que usaram produtos para alisamento do cabelo mais de quatro vezes ao ano desenvolveram a doença na mesma idade.  

Em declaração noticiada pela CNN Brasil, Chandra Jackson, autora do estudo e pesquisadora do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental, destacou que "as mulheres com uso frequente desses produtos em 2021 tiveram um risco duas vezes maior de câncer uterino". Ela ressalta que, segundo o estudo, "a duplicação do risco de câncer uterino, considerado raro, leva a alguma preocupação".   

 

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Até então, as pesquisas levantavam a hipótese de que produtos químicos para alisamento de cabelo estariam associados a um risco maior de determinados cânceres relacionados a hormônios, como câncer de mama e ovário. Os pesquisadores também destacam que as mulheres negras podem ser as mais afetadas devido ao maior uso dos produtos.  

A pesquisa coletou informações de aproximadamente 34 mil mulheres nos Estados Unidos, com idades entre 35 e 74 anos, a respeito do uso de produtos capilares como permanentes, tinturas, relaxantes e alisadores. Entre as entrevistadas, 7,4% eram negras que, entre todas as participantes, correspondem por mais da metade (59,9%) das mulheres que informaram usar os alisadores de cabelo. Apesar da associação entre os produtos de alisamento e os casos de câncer uterino, os produtos capilares não foram associados à doença.  

Renatta Mendonça, fundadora da Nails2You - empresa que atua com venda de franquias e comércio de esmalterias e estética -, acredita que a pesquisa recente que aponta a conexão entre os produtos para alisamento de cabelo e o risco de câncer em mulheres exige mais investigação, principalmente em relação aos efeitos dos ingredientes dos produtos capilares nos órgãos pélvicos femininos. 

"Com uma matéria-prima de qualidade, que prioriza o cuidado com o consumidor e o meio ambiente, os cosméticos acabam sendo um tratamento coletivo da sociedade e do seu bem-estar", afirma.  

Mendonça destaca que os cosméticos naturais, por sua vez, possuem ingredientes mais seguros e saudáveis, motivo pelo qual devem ser priorizados pelos consumidores: "Os cosméticos naturais conseguem trazer o mesmo resultado que um produto convencional, mas sem o risco para a saúde das mulheres".  

Tratamentos químicos atraem as brasileiras  

Segundo um balanço obtido pelo Usage Care Panel da Kantar, multinacional de painéis de consumo - e publicado pelo Universa UOL em 2019 -, somente 4,9% das brasileiras se sentem satisfeitas com os fios naturais. De acordo com o levantamento, 31% das mulheres dizem ter cabelo liso, 28% levemente liso, 16% ondulado, 10% encaracolado e 4% crespo. Além disso, 62,2% das entrevistadas relataram que fizeram algum tratamento químico nos seis meses que antecederam a pesquisa. 

Apesar do movimento de valorização do cabelo natural, endossado por celebridades e influenciadores digitais, sete entre dez mulheres do país desejam ter os cabelos lisos, como mostra uma pesquisa do instituto Euromonitor. Além disso, um estudo da Nielsen revela que o Brasil é o país que possui o maior número de mulheres que alisam os fios: 40% das entrevistadas que possuem cabelos cacheados ou crespos realizam o procedimento. 

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