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Sul de Minas tem 1/3 das cidades mineiras com alto risco de infestação

Em MG, das 36 cidades com risco elevado, 12 são sul mineiras; quatro municípios na região estão no topo da lista de alto risco

| Especial para o tudo ep -

Em MG, das 36 cidades com alto risco de infestação pelo Aedes aegypti, 12 estão no Sul de Minas. (Foto: Reprodução/EPTV)
O 4º LIRAa/LIA (Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti/Levantamento de Índices Amostral) de 2022, atualizado em dezembro e divulgado em 12 de janeiro, apontou que, dos 36 municípios com alto risco de infestação pelo Aedes aegypti em Minas Gerais, 12 estão localizados no Sul de Minas. Isso significa que 1/3 das cidades da amostragem está concentrado na região sul mineira. Os dados são do Ministério da Saúde.

Ainda, o levantamento também apontou que, do total dos municípios mineiros, os quatro primeiros lugares são do Sul de Minas com índices que equivalem a mais que o dobro do número de referência (4) para indicar o elevado risco de infestação. São eles: Bocaina de Minas (11,2), Bom Sucesso (8,8), Nova Resende (8,3) e Vargem Bonita (8,1).


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Segundo a SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), a pesquisa, realizada junto aos municípios mineiros duas vezes ao ano, é parte da estratégia de monitoramento e controle do mosquito transmissor da Dengue, da Zika e da Chikungunya.

De acordo com o LIRAa, 36 municípios mineiros (4,2%) apresentam o índice de infestação igual ou maior que 4 e, por isso, estão em situação de risco. Outros 349 (40,9%) municípios estão em alerta e, em 318 (37,3%), o indicador é classificado como satisfatório, ou seja, o índice de infestação é menor que 1. Nesta edição do estudo, 150 municípios (17,6%) não realizaram o LIRAa.

ALTO RISCO DE INFESTAÇÃO

Confira os municípios em toda Minas Gerais e no Sul de Minas com risco elevado de infestação pelo vetor Aedes aegypti e os respectivos resultados, segundo o 4º LIRAa:

- Minas Gerais
1.Bocaina de Minas - 11,2
2.Bom Sucesso - 8,8
3.Nova Resende - 8,3
4.Vargem Bonita - 8,1
5.Itacarambi - 7,2
6.Barbacena - 7,1
7.Serra Azul de Minas - 6,7
8.Doresópolis - 6,6
9.Itaú de Minas - 6,5
10.Goiabeira - 6,5
11.José Raydan - 6,5
12.Bom Jesus do Galho - 6,3
13.Piracema - 5,5
14.Cabo Verde - 5,4
15.Carmo do Rio Claro - 5,3
16.Conceição do Rio Verde - 5,3
17.Fernandes Tourinho - 5,1
18.Bicas - 5,0
19.Gouveia - 5,0
20.Boa Esperança - 4,9
21.Senhora de Oliveira - 4,8
22.Divisa Nova - 4,7
23.Marilac - 4,7
24.Madre de Deus de Minas - 4,7
25.Santa Cruz de Salinas - 4,7
26.Bocaiúva - 4,5
27.Lagoa Santa - 4,5
28.Jeceaba - 4,4
29.Sabará - 4,4
30.Ibiaí - 4,3
31.Guimarânia - 4,3
32.Bandeira do Sul - 4,2
33.Estrela do Sul - 4,2
34.Bonfinópolis de Minas - 4,2
35.Pimenta - 4,0
36.Romaria - 4,0

- Sul de Minas
1.Bocaina de Minas - 11,2
2.Bom Sucesso - 8,8
3.Nova Resende - 8,3
4.Vargem Bonita - 8,1
5.Itaú de Minas - 6,5
6.Cabo Verde - 5,4
7.Carmo do Rio Claro - 5,3
8.Conceição do Rio Verde - 5,3
9.Boa Esperança - 4,9
10.Divisa Nova - 4,7
11.Bandeira do Sul - 4,2
12.Pimenta - 4,0

LIRAA

Para a coordenadora Estadual de Vigilância das Arboviroses da SES-MG, Danielle Capistrano, a partir dos resultados da pesquisa, as cidades podem otimizar e direcionar as ações de controle do mosquito, delimitando áreas de maior risco.

Ainda, segundo Danielle, é possível avaliar as metodologias de controle e contribuir para as atividades de comunicação e de mobilização por meio de ampla divulgação dos resultados dos índices.

"Em casos de municípios mais críticos, existe, ainda, o apoio da força estadual em todos os eixos envolvidos, como assistência, laboratório, controle de vetor, comunicação e mobilização, vigilância epidemiológica e gestão", destaca Danielle.

Por meio do LIRAa, é possível identificar, inclusive, os recipientes onde o mosquito está procriando, como, por exemplo, pratinhos sob os vasos de plantas, pneus velhos e garrafas destampadas, e quais regiões específicas do município encontram-se em situação de risco.

Embora a Vigilância não considere apenas este levantamento para avaliar a situação epidemiológica do Estado quanto à Dengue, Zika e Chikungunya, os dados apresentados pelo LIRAa podem ser considerados como um indicativo de alerta para os locais com possibilidade mais acentuada de aumento no número de casos.


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