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Inatel e Dell fazem parceria para soluções em tecnologia 5G

Instituto Nacional de Telecomunicações vai desenvolver tecnologia em inteligência artificial junto à multinacional

| Especial para o tudo ep -

Em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, Inatel se une à Dell para pesquisar soluções para tecnologia 5G. (Foto: Agência Brasil)
Em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, o Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações) se uniu à multinacional Dell Technologies para desenvolver soluções em inteligência artificial para que o acesso à tecnologia 5G seja democratizado através do Open-RAN (Open Radio Access Networks).

O Open-RAN pode ser definido como um movimento cujo objetivo principal é permitir que as operadoras possam comprar equipamentos de empresas diferentes. Atualmente, para montar suas redes, as operadoras têm que escolher um único fornecedor, pois os equipamentos não "conversam entre si".


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DELL E INATEL

A união prevê a promoção de um projeto de P&D (pesquisa e desenvolvimento) para inovações tecnológicas que aprimorem a rede de acesso aberta. A inteligência artificial (RAN Intelligent Controller-RIC) entra para automatizar e melhorar a eficiência do sistema através de base de dados e algoritmos.

A Dell busca o apoio do Inatel para aquisição de conhecimento e expertise no desenvolvimento de soluções para o Open RAN, devido a implantação do 5G em território nacional. A parceria vai proporcionar que, na prática, as operadoras de serviços móveis consigam unir as funções de hardware e software e, assim, operar e comercializar o serviço com mais oferta ao consumidor final.

Segundo o diretor de arquitetura para enterprise da Dell Technologies no Brasil, Gerson Freire, o projeto vai gerar protótipos de referência para o mercado de telecomunicações.

"Nós queremos ajudar a fomentar a adoção da tecnologia no Brasil, pois entendemos que há muito potencial em sua utilização por parte das operadoras de serviços móveis, sendo que a aplicação de técnicas de inteligência artificial na rede de acesso pode trazer grandes benefícios em termos de automação das operações e consequente melhoria da experiência para o cliente final", afirma.

Já para o especialista em desenvolvimento de negócios do Inatel, Gleyson Santos, o projeto é extremamente relevante para incentivar o Open RAN no país. "Estamos construindo em parceria com a Dell um alicerce de conhecimento que possibilitará ir além da pesquisa aplicada, ou seja, desenvolver soluções voltadas para Open RAN", diz.

COMUNIDADE ACADÊMICA DO INATEL

Para desenvolver o projeto, cientistas e a comunidade acadêmica do Inatel vão atuar junto a especialistas técnicos da Dell Technologies. Além da pesquisa, testes para soluções serão realizados pelas equipes envolvidas.

O novo projeto voltado ao Open RAN e 5G é mais uma etapa na parceria entre o Inatel e a Dell. Em março deste ano, o Instituto inaugurou um laboratório especial que tem servidores da Dell em sua infraestrutura tecnológica. A previsão para a entrega do P&D Open RAN é em março de 2023.

LEI DA INFORMÁTICA

A parceria entre o Instituto e a multinacional ocorreu através da Lei nº 8.248/1991, conhecida como Lei da Informática. Em tese, a legislação é um instrumento de política industrial aplicado através de incentivo fiscal e criado no início da década de 1990 para estimular a competitividade e a capacitação técnica de empresas brasileiras produtoras de bens de informática, automação e telecomunicações.

Os incentivos fiscais proporcionados pela Lei da Informática estimulam a instalação de plantas fabris, a contratação de recursos humanos, o aumento da produção de bens de informática para o consumo no mercado brasileiro, dentre outros impactos positivos.

É prevista na lei a preferência na aquisição de produtos de informática, automação e telecomunicações desenvolvidos no Brasil por órgãos e entidades da administração pública federal.

Em contrapartida, as empresas beneficiárias devem cumprir um plano de produção local de partes de seu produto, atendendo a um Processo Produtivo Básico (PPB). Além disso, elas devem também investir 5% do faturamento bruto dos produtos incentivados em atividades de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).


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