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Escola de Pouso Alegre atua com Projeto de Vida para alunos

Iniciativa permite que estudantes do Ensino Médio recebam apoio pedagógico para realizar planos profissionais

| Especial para o tudo ep -

Escola de Pouso Alegre atua com Projeto de Vida para alunos do Ensino Médio. (Foto: Arquivo)
A Escola Estadual Presidente Bernardes, em Pouso Alegre, no Sul de Minas, está sendo palco do Projeto de Vida. A iniciativa é um conteúdo que permite que os estudantes do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) da rede estadual de Minas Gerais recebam apoio pedagógico em atividades ministradas durante as aulas, elaborando estratégias para concretizar os sonhos profissionais.

A cada semana, diferentes rotinas são trabalhadas com os estudantes do Ensino Médio em Tempo Integral. Entre as ações, há palestras, debates e até roleta de sentimentos. Para o diretor da unidade, Taylor Andrade, o componente curricular ajuda a criar uma rotina entre os estudantes.



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"Pavimentar o caminho e trabalhar com os alunos a criação de suas perspectivas é o principal objetivo do projeto. E como ele é a centralidade do modelo, consequentemente todo o Ensino Médio em Tempo Integral perpassa as atividades que desenvolvemos na escola, criando um hábito de organização e responsabilidade entre os alunos", relata.

Segundo Taylor, o Projeto de Vida no EMTI permite aos estudantes validarem as suas competências, habilidades e interesses, o que difere o modelo do ensino médio regular. "O diferencial do EMTI é você poder trabalhar de maneira interdisciplinar com diferentes atividades. No ano passado, nós levamos os alunos para um clube onde realizamos um luau de finalização do ano letivo. Uma atividade extraclasse que ajudou a relaxar", contou o diretor.

A professora do Projeto de Vida da EE Presidente Bernardes, Amanda Goldberg, desenvolve com os alunos atividades voltadas para temáticas específicas a serem trabalhadas no decorrer do Ensino Médio.

"No primeiro ano, elas são voltadas para o autoconhecimento e a descoberta da própria identidade, como quem eu sou e o que quero me tornar. No segundo ano, trabalhamos o plano de ação do projeto, estruturando as metas e objetivos e de que forma elas serão cumpridas, e a partir desse ponto se motiva o estudante a sonhar e planejar o futuro", explica a professora.

A estudante Maria Fernanda Santiago, de 16 anos, do 2º ano do EMTI na EE Presidente Bernardes, conta que o Projeto de Vida ajuda na construção do futuro e que o próprio plano de ação pode mudar de direção.

"Trabalhamos o processo de conseguir o que queremos para o futuro, colocamos no papel o que a gente quer agora. E, como a minha professora fala, escrevemos tudo a lápis, porque em Projeto de Vida não tem problema você mudar de ideia, não tem problema você não querer mais alguma ou querer mais do que antes", diz.

PROTAGONISMO

Ajudar o jovem a desenvolver o seu autoconhecimento e planos para o futuro é uma forma de fortalecer a importância do projeto nas escolas. A superintendente Regional de Ensino de Pouso Alegre, Clícia Beraldo, fala sobre a relevância de se trabalhar esse conteúdo nas instituições e destaca o empenho da equipe na condução.

"O projeto resgata nos estudantes a possibilidade de sonhar e se planejar para o futuro, e trabalhar o componente na escola é ajudar o adolescente e o jovem a desenvolver seu autoconhecimento e planos. Assim, a escola cumpre um de seus papéis na formação de pessoas, colocando o jovem como protagonista de sua própria jornada e nós, profissionais, estamos empenhados em contribuir com esse processo no EMTI", destaca Clícia.

A Superintendência Regional de Ensino de Pouso Alegre, realizou, no mês de setembro, um intercâmbio que envolveu escolas de Ensino Médio em Tempo Integral da região. No encontro interescolar, os alunos montaram estandes, nas quais foram apresentadas ações de boas práticas do EMTI, com a participação da comunidade.

"Enfatizar e valorizar as escolas de EMTI, além de propiciar um contato entre os estudantes. Esse foi o fator mais importante do encontro. Através dele, nós recebemos inúmeros depoimentos de alunos que se sentiram parte do conjunto escolar", salientou a superintendente Clícia Beraldo



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