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Guapé: vereador investigado por injúria racial contra colega tem mandato cassado

Thiago Sávio foi julgado por dois dos três processos que responde

| Especial para o tudo ep -

Thiago Sávio foi cassado nesta quarta-feira. (Foto: Reprodução/EPTV)
O vereador de Guapé (MG), Thiago Sávio Câmara (PV), teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar e fraude nesta quarta-feira (21). Ele foi julgado por dois processos e ainda é investigado por ter cometido injúria racial contra uma vereadora da cidade.

Foram realizadas duas sessões para julgar o, agora, ex-vereador. Foram seis votos favoráveis à cassação e duas ausências, além disso, outros dois vereadores não participaram. Thiago ficou inelegível por oito anos, que começam a ser contados a partir do término da atual legislatura. Ele estava licenciado por problemas de saúde, deixando o cargo para a advogada Jacenir Souza Miranda (PV), que assumiu na semana passada.

No total, são três processos contra o parlamentar. O primeiro foi instaurado por denúncia de um morador da cidade, na qual, em uma live nas redes sociais, Sávio teria utilizado palavras de baixo calão, que configuram quebra de decoro. O segundo processo foi instaurado a pedido de outra cidadã sobre fraude de um projeto de lei de iniciativa popular. 

 Em entrevista a uma rede de TV, o vereador cassado afirmou que sua fala teria sido tirada de contexto. "O que eu quis dizer foi: presidente, chega de esconder a sua incompetência por trás do seu sexo, por trás da sua cor. Ou seja, por trás do seu estereotipo. O fenótipo da gente não quer dizer absolutamente nada ao nosso respeito. A régua que uso para medir pessoas, é a mesma que uso para melhorar o meu comportamento. Ou seja, uma régua moral", explicou Thiago.

Já Elizabete falou na mesma reportagem que o, agora, ex-vereador, a interrompeu quando ela tinha o direito à fala na sessão.  Além disso, ela afirmou que não foi a primeira vez que o parlamentar fez esse tipo de comentário na Câmara da cidade.


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O regimento interno da Câmara exige que as assinaturas sejam colhidas no verso do texto do projeto de lei, sendo que, neste caso, as assinaturas estavam com as costas do papel em branco. A Câmara enviou o caso para apuração da Polícia Civil, que constatou a fraude, resultando em outro processo de cassação.

O ex-vereador ainda é investigado pela Polícia Civil por um processo de injúria racial contra a vereadora Elizabete Florêncio (PT), que ainda não foi julgado. Em uma reunião da Câmara do dia 1º de agosto, Thiago Sávio respondeu a parlamentar com a frase: "Esse discursinho de preta. A senhora não gosta de branco? Qual é o seu problema contra o branco?". A vereadora então registrou um boletim de ocorrência.
 

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