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Médico condenado por retirada ilegal de órgãos continua livre

Após 22 anos do crime, MPF reitera pedido para que pena de mais de 21 anos de reclusão seja executada

| Especial para o tudo ep -

O médico Álvaro Ianhez foi condenado pelo Tribunal do Júri a mais de 21 anos no Caso Pavesi, mas ainda está em liberdade. (Foto: Reprodução EPTV)
O Ministério Público Federal (MPF) repetiu o pedido para restabelecer a ordem de execução da pena definida para o médico Álvaro Ianhez pelo Tribunal do Júri. Ele, hoje com 76 anos, foi condenado por homicídio duplamente qualificado pela morte e retirada ilegal de órgãos, em 2000, de Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos de idade, na cidade de Poços de Caldas, no Sul de Minas.

A ação visa derrubar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que manteve a suspensão da execução da pena. Em abril deste ano, o Tribunal do Júri havia definido 21 anos e 8 meses de reclusão. Na data, Ianhez teve o pedido de recorrer em liberdade negado devido à "gravidade do crime". Porém, ele não chegou a ser preso. Desde então, a defesa tem recorrido da decisão. Ainda em abril, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), através do ministro Rogério Schietti Cruz, emitiu a liminar para que Ianhez respondesse em liberdade. 

 

 

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Segundo o MPF, o médico falsificou exames do garoto atestando morte cerebral para extrair seus órgãos há 22 anos. Ainda segundo os promotores, Ianhez se valeu do cargo de coordenador de uma central ilegal de transplantes para realizar o procedimento.


ENTENDA O CASO

O caso Pavesi ganhou repercussão nacional em 2002, quando os médicos Álvaro Ianhez, José Luis Bonfitto, Jose Luis Gomes da Silva e Marco Alexandre Pacheco da Fonseca foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado de Paulo Veronesi Pavesi aos 10 anos de idade.

De acordo com a MP, os quatro médicos teriam sido responsáveis por procedimentos incorretos na morte e remoção de órgãos do garoto, após ele cair de uma altura de 10 metros no prédio onde morava e chegar à Santa Casa de Poços de Caldas com traumatismo craniano.

Ainda, a denúncia apontou que a morte encefálica teria sido fraudada e o garoto ainda estaria vivo no momento da retirada dos órgãos. O objetivo desses médicos, segundo o MP, era usar os órgãos de Pavesi em outros pacientes.

Em janeiro de 2021, ao julgar o homicídio qualificado, o júri popular absolveu Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e condenou José Luis Gomes da Silva e José Luis Bonfitto a 25 anos de prisão cada um.



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