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Projeto social capacita jovens para o mercado sustentável em Ribeirão Preto

Instituto incentiva a criatividade, inovação e empreendedorismo. Empregabilidade fica próxima de 40%

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Apresentador Leonardo Missio conversa com Diretor do Instituto A Fábrica, José Luiz do Carmo. (Foto: Reprodução EPTV)


Em Ribeirão Preto, o instituto "A Fábrica" é conhecido por acolher jovens em situação de vulnerabilidade social e prepará-los para o mercado de trabalho e para empreender. As iniciativas realizadas no espaço desenvolvem nos meninos e meninas habilidades pessoais e profissionais por meio de mentorias, capacitação e acompanhamento. 

O diretor do Instituto, José Luiz do Carmo, explica que o local é voltado para o terceiro setor e tem como base a sustentabilidade.   

"Como sustentabilidade é um conceito muito amplo, a definição é apoiar e trabalhar todos os apetrechos, inovações, pessoas e voluntários que se dedicam para entregar um mundo melhor para as novas gerações". 

Além de valorizar a sustentabilidade, o Instituto tem como prioridade acolher os jovens, capacitá-los para o mercado de trabalho, porém de forma a valorizá-lo como cidadão.   

"A gente desenvolve neles as competências socioemocionais para que se reconheçam, tenham protagonismo na vida, para que eles se enxerguem em um futuro melhor", explica José Luiz. 

São ofertadas aulas de língua portuguesa, oratória, informática, entre outras. Segundo o diretor, o Instituto atua com empresas e instituições parceiras que empregam os jovens. "Temos hoje um índice de empregabilidade em torno de 40%", afirma.  
   

Artesanato muda o rumo profissional da empresária Bruna Trevisan. (Foto: Reprodução EPTV)

 
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Feira da Fábrica 

Além da capacitação, mentoria e acompanhamento profissional dos jovens, o Instituto promove, uma vez por mês, uma feira que reúne no interior do pátio empreendedores de produtos alternativos. A participação é livre.  

A empresária Bruna Trevisan participa da feira e contou ao Tudo Inovação que passou por uma transição de carreira antes de começar o próprio negócio no artesanato. 

Ela estudava Biologia quando a gravidez mudou seus planos. Sem estrutura para continuar com os estudos, e diante da necessidade financeira, trancou o curso e foi em busca de uma alternativa para que pudesse trabalhar, ter sua renda, mas ao mesmo tempo que tivesse a oportunidade de continuar com sua rotina de mãe, perto do filho.  

E foi assim que ela encontrou no artesanato um novo caminho profissional. "Eu tinha a ideia de fazer flores em vidro. E a partir disso, fui pesquisando e vi a possibilidade de fazer joias com flores de verdade, e ao invés de vidro, a resina. Eu desidrato a flor para então colocar a resina. E é um diferencial, uma arte, porque cada peça é única", conta Bruna.  

Sustentabilidade
 
A estilista Fabiana Carlucci também expõe sua coleção de roupas na Feira da Fábrica e se arriscou na jornada do empreendedorismo. Ela conta que em algum momento a sua primeira formação, arquitetura, deixou de fazer sentido em sua vida. Ela então investiu em uma habilidade natural para mudar o rumo profissional.   

"Eu costuro desde os 15 anos, minha avó costurava, minha bisavó costurava. Inclusive, a máquina que utilizo era da minha bisavó", afirmou.   

 

Estilista Fabiana Carlucci inova com peças e tecidos sustentáveis (Foto: Reprodução EPTV)


A partir da decisão de focar na costura, Fabiana se capacitou. "Eu fiz vários cursos, como produção e criação de moda, estilismo, e daí empreendedorismo, administração para pequenas e médias empresas. E assim surgiu a marca, com o trabalho de conclusão de curso da faculdade de estilismo". 

O diferencial das peças que Fabiana expõe na Feira da Fábrica é a sustentabilidade da matéria-prima. "Eu trabalho com algodão vegano, com reaproveitamento de PET e de descarte de tecidos de outras empresas".  

Para ela, o processo sustentável e o design autoral valorizam e dão sentido ao trabalho.   

"Eu prefiro a moda sustentável. E também gosto de valorizar todo mundo que trabalha comigo. Todos são de Ribeirão Preto, desde as costureiras, vendedoras, fotógrafa. Agora, também tem a parte econômica. Não adianta valorizar a equipe e a matéria-prima, se o preço for muito exorbitante, porque a sustentabilidade fica muito longe das pessoas, parecendo coisa de outro mundo. O legal é colocar um valor honesto, porque assim você consegue um público maior e faz com que isso chegue a mais pessoas", finalizou.  
 

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