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Mais um cilindro de gás veicular explode no Rio de Janeiro

Segundo acidente com GNV no Rio de Janeiro em pouco mais de uma semana alerta para o perigo da frota irregular

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O posto e o Fiat Fiorino ficaram totalmente destruídos (Fenive)
Mais um cilindro de GNV estourou nesta manhã de sexta-feira, na zona oeste do Rio de Janeiro. Um Fiat Fiorino explodiu enquato abastecia com GNV, mas ninguém ficou ferido. Assim como outra explosão no fim de julho também no Rio de Janeiro, onde faleceu o proprietário do veículo Mário Magalhães da Penha, 67 anos, o cilindro do gás era irregular e não tinha passado por fiscalização.  

O Brasil tem hoje cerca de 50 milhões de veículos/automóveis em circulação. Destes, quase 2,6 milhões são movidos a gás natural veicular (GNV), de acordo com os dados de junho da Senatran - Secretaria Nacional de Trânsito. 
 
O cilindro tinha marcas de ter sido recuperado (Fenive)
Cilindro não tinha o selo da inspeção veicular (Fenive)
A parcela de veículos convertidos para GNV é pequena diante da frota total, apenas 5%. No entanto, o que preocupa os especialistas em segurança veicular é o fato de que a maior parte desses carros (72%) está circulando irregularmente, sem a documentação em dia.  

Um levantamento feito pela Fenive - Federação Nacional da Inspeção Veicular, com base nos números da Senatran, mostrou que, até junho de 2022, a frota registrada de carros com GNV no Brasil era de 2.643.755. 
 
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Por outro lado, apenas 28% possuem o CSV -Certificado de Segurança Veicular atualizado documento exigido pela legislação para que os veículos movidos a GNV possam ter o seu licenciamento anual. Ou seja, apenas os 739.537 veículos movidos a GNV que passaram pela inspeção periódica poderiam estar em circulação, se a legislação estivesse sendo respeitada no país.  

Além disso, pesquisas feitas através do aplicativo GNV Legal, que usa como base o banco de dados dos organismos de inspeção veicular do Brasil, mostrou que de 39.954 veículos analisados em 2022 durante abastecimentos em postos de combustível, menos da metade (41,18%) estava com a inspeção veicular em dia. Os demais, 41,01% estavam com a inspeção vencida e 17,80% sequer tinham passado por inspeção veicular.  

O diretor executivo da Fenive, Daniel Bassoli, destaca que é esse tipo de cenário de irregularidades, somada à completa falta de fiscalização por parte das autoridades, que acaba colocando a população em risco.


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