Para aliviar o bolso do produtor, o pó de rocha, utilizado como adubo, pode ser uma solução barata e eficaz (Foto: Reprodução/ YouTube)
O ano de 2022 apresentou alguns desafios para o produtor de café. A quebra de safra, a seca prolongada, o adubo caro e a dificuldade da mão de obra foram alguns problemas enfrentados neste ano. Mas, para aliviar o bolso do produtor, o pó de rocha, utilizado como adubo, pode ser uma solução barata e eficaz.
Embora a ciência constate que os pós de rochas não se equivalem aos adubos apropriados, esses elementos costumam ter um efeito satisfatório caso sejam utilizados corretamente.
Conheça alguns e descubra se vale a pena a utilização:
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CALCÁRIO
O calcário é rico em magnésio. Este é um nutriente que favorece o bom crescimento do café e gera produtividade ao cafeicultor.
Para conseguir extrair o magnésio, o pó de calcário precisa ser aplicado nas plantas durante a adubação. Quanto mais ativa é a rocha e mais fino é o pó do calcário, melhor é o efeito desse nutriente no solo e nas plantas de café.
No entanto, por ser extraído de pedreiras, o calcário é um recurso que conta com muito pouco nutriente. Para o engenheiro agrônomo Gustavo Rennó, há outros recursos que o cafeeiro pode investir.
SILICATO DE MAGNÉSIO E POTÁSSIO
Os silicatos de magnésio e potássio, diferente do calcário, apresentam, ao menos, cerca de 40% e 14% de concentração de dióxido de magnésio respectivamente. Isso significa que há mais contração de nutrientes benéficos para o café.
De acordo com Rennó, os silicatos foram testados cientificamente em culturas de milho, cana e soja e apresentaram resultados positivos.
Os silicatos de magnésio podem ser encontrados em jazidas de quartzo, micas e piroxênios. Já os silicatos de potássio podem ser obtidos a partir de reações de minerais silicatados com hidróxido de potássio.
Para você conferir mais sobre essas alternativas de adubos, assista ao vídeo abaixo:
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*Com supervisão de Marcos Andrade