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Rota do Arraiá

Você conhece a chita? tecido queridinho das festas juninas

Toalhas de mesa, decorações e vestidos juninos ganham vida com chita

| ACidade ON -

Tecido de chita é o queridinhos das festas juninas. (Foto: Pixabay)

Se tem uma coisa que combina com festa junina é o tecido chita, bem colorido e alegre enfeita qualquer arraiá, seja nas toalhas de mesa e decorações ou nos vestidos. Elas vêm com estampas de flores, florezinhas e florzonas, e para os menos ousados têm as opções em xadrez ou poá. Uma vantagem é que o preço é bem acessível e qualquer retalho pode servir para decorar muita coisa.

Foram os portugueses, durante suas empreitadas na Índia, que começaram a levar para a Europa esse tecido indiano tão colorido e estampado. E rapidamente a chita caiu nas graças dos europeus. As estampas mais comuns eram motivos florais, galhos, folhagens, arabescos e desenhos geométricos.   

Na Índia era chamada de chint, na França foi batizada de indiennes e na Itália, mezzaros. 
 
 
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Quando a chita chegou ao Brasil?

A chita desembarcou em terras brasileiras também com os portugueses a partir do século 16. Sua história inclui viagens marítimas e muitas cores.

Você sabia que o Brasil, apesar da colonização portuguesa, demorou para realmente entrar na rota de produção da chita, apenas importando o tecido? Isso porque o nosso desenvolvimento têxtil foi um pouco tardio, mas não por falta de interesse da colônia, ou capacidade de produção brasileira.

A produção das chitas brasileiras foi adiada por diversas imposições portuguesas. Um episódio bastante marcante foi a proibição de manufaturas pela rainha Maria I (conhecida como "a louca") em 1785, ordenando desmontar e enviar a Portugal qualquer tear que houvesse no Brasil. Ou seja, dependíamos exclusivamente dos europeus para ter tecidos e roupas.

Somente quando Napoleão Bonaparte dominou a Europa e a família real portuguesa fugiu para o Brasil que foi permitida a produção de tecidos por aqui.  

Em 1872 foi fundada a Companhia de Fiação e Tecidos Cedro & Cachoeira, em Curvelo, Minas Gerais. Foi a primeira grande indústria dedicada a produzir chita no Brasil, embora continue em funcionamento até hoje, deixou de produzir chitas em 1973.
Atualmente a chita é vista como um símbolo fortíssimo da identidade brasileira. Pode ser encontrada não só em festas juninas, mas nos fuxicos da vovó, e, de tempos em tempos, em passarelas famosas, sendo reinventada e reutilizada em diferentes formatos, alguns muito criativos.  

Devido a mudanças de hábitos de consumo e urbanização do país, a chita hoje é mantida mais como um símbolo rural, por isso ainda é tão usada nas festas caipiras.  

E, você, já pensou como vai usar a chita na sua festa junina?


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