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Educa mais cast

Contra o racismo, Educação tenta aproximar o que se diz e o que se faz

Citando Paulo Freire, pedagoga defende que colaboração entre órgãos municipais de São Carlos e a comunidade demonstram o compromisso com a causa racial

| Especial para o tudo ep -

À frente da coordenação pedagógica da Educação Infantil da rede municipal de São Carlos, a pedagoga Alessandra Guerra da Silva Oliveira entende que, para combater o racismo, o primeiro passo é admitir que as escolas, assim como as demais instituições e os espaços sociais, estão inseridas em uma estrutura social discriminatória e hierárquica e não estão imunes a práticas racistas e preconceituosas.  

"Precisamos deixar de invisibilizar e silenciar o racismo e as discriminações que ocorrem nas práticas sociais que participamos. O diálogo entre comunidade escolar, crianças, pais, pessoas do movimento negro, governantes, ONGs, precisa ser constante", garante. 

Coordenadora pedagógica Alessandra Oliveira com alunos da rede municipal. Crédito: Arquivo pessoal
 

Na opinião da pedagoga, que atualmente desenvolve pesquisas na área de práticas sociais e processos educativos, para que as escolas sejam espaços democráticos, equânimes e antirracistas, as ações e práticas devem ser enraizadas no respeito à diversidade étnico-racial, na amorosidade e no diálogo.  

"Parafraseando Paulo Freire, em sua obra Pedagogia da esperança, precisamos diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática. Uma Educação realmente inclusiva e transformadora garante o reconhecimento e a valorização das histórias e culturas africanas e afro-brasileiras", afirma. 

Práticas necessárias 

Recém-ganhadora do "Selo Carolina Maria de Jesus", ao lado da pedagoga Rosana Almeida, especialista em Educação Infantil e Educação Especial, Alessandra destaca que o município de São Carlos, como um todo, vem se engajando na luta antirracista por meio de práticas concretas.

Coordenadora pedagógica Alessandra Guerra da Silva Oliveira. Crédito: Arquivo pessoal

 

 "Ações como as que foram realizadas este ano demonstram o compromisso do nosso município, de governantes e do movimento negro em ampliar e fomentar as discussões com a temática da igualdade racial. Entre elas, cito o próprio Selo "Carolina Maria de Jesus", uma honraria que incentiva ações de inclusão de temas sobre a história e a cultura afro-brasileira no currículo escolar; a premiação "Chica Lopes", às personalidades negras que contribuíram de forma relevante para a igualdade étnico-racial na cidade; as visitas monitoradas, voltadas às crianças, no Centro Municipal de Cultura Afro-Brasileira Odette dos Santos, com apoio das secretarias da Cidadania e Educação; a Feira Cultural de Afro Estima; e a capacitação, com lives e rodas de conversas, sobre a temática racial realizadas pela coordenação da Educação Infantil e o Centro de Formação dos Profissionais da Educação (CeFPE/SME)". 

Apesar de tudo que já vem sendo feito, a coordenadora lembra que sempre há espaço para fazer mais, a partir da compreensão de que a educação é uma ação contínua e conjunta, a qual todos têm muito a contribuir.  

"Nossas crianças, em todas as práticas, precisam ser respeitadas em suas diferenças e ter seus interesses e desejos realmente considerados; os pais devem ser incentivados a participar de todas as ações e decisões na escola; as pessoas do movimento negro devem formar parcerias com as instituições; e nossos governantes, por meio das diversas secretarias, necessitam investir em formações para os professores e outros profissionais", indica.

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